sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Balaio vazio

Eu estou muda. A página continua em branco. Seca. Nada parece bom o bastante, e palavras não me bastam. Me fugiu a veia da inspiração, aquela que pulsava todo dia. Cá comigo anda o silêncio. Mas não o vazio. Ah!, esse não me pega. O mundo acontece ao meu redor, e eu observo como quem assiste a um filme de ficção. É vida que segue, embora as letras tenham se perdido pelo caminho.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Groenlândia é a maior ilha do mundo. A menor ilha do mundo eu não sei qual é. Mas às vezes acho que sou eu.
Quando eu era pequena, eu tinha medo do barulho da chuva na janela. Tão logo começava a chover, eu já corria pro quarto dos meus pais. E eu também tinha medo do escuro, só dormia com o abajour ligado. Hoje eu não consigo domir à noite com luz nenhuma por perto. E o barulho da chuva me relaxa e me faz dormir melhor.
Eu digo que não, mas no fundo eu acredito em príncipes encantados (e que mulher não acredita?). Vai ver é por isso que eu tenho mania de sapos. Meu quarto parece um brejo fake, cheio de sapos de todos os tipos e tamanho. O lado bom é que eles são de mentira, então não ficam coaxando durante a noite. O lado ruim é que, sendo os sapos de mentira, não adianta beijar: eles não viram príncipes.
Eu tinha medo dos lactobacilos vivos. Eu ainda tenho medo dos lactobacilos vivos.
Quando eu tinha uns 10 anos, eu acreditava que aos 25 já estaria casada e com filhos. Quando eu tinha uns 15, eu acreditava que aos 25 anos eu já estaria morando sozinha no meu apartamento. Bom, os 26 já estão batendo na porta, e eu estou solteira, não tenho filhos e ainda moro na casa dos meus pais. E estou muito bem, obrigada.
Eu sempre gostei mais da companhia dos meninos, desde os tempos do colégio. Sejam heteros, gays, ou bi, são com os humanos do sexo masculino que me entendo melhor.
Eu gosto de chocolate. Eu gosto muito de chocolate. E de nutella. E de doce de leite. Melhor que isso, só... hmmmmm!
Eu já quis ser arquiteta. Eu já quis ser estilista. Eu já quis ser jornalista. Eu já quis ser cineasta, produtora, diretora de arte e roteirista. Eu já quis ser professora de faculdade. Hoje eu quero ser fotógrafa. Pelo menos eu acho.
Eu sou Sagitário, com ascendente em Peixes. Portanto, sou a pessoa mais subjetiva que eu conheço. E sou muito, mas muito desligada.
Eu gosto de brincar com fogo. E com tesouras. Mas não sou psicopata.
Adoro domingo de manhã. Adoro a preguiça de domingo de manhã, embora acredite que ela só tem graça de verdade quando tem alguém pra dividir a preguiça. 
Eu brinco muito com crianças. Com todas. Pique-esconde, cabana, futebol, boneca, e por aí vai. Eu gosto muito de crianças, mas não como o Michael Jackson gosta.
Futebol é uma paixão. Simpatizo com o Flamengo, mas quem me faz gritar mesmo é o São Paulo.
Eu quero fazer um mochilão pela América do Sul. Depois pela América Central. E depois... bom, depois eu não sei.
Eu sou cinéfila. Assisto filmes pra caramba, principalmente os do Almodóvar, os do Fellini, os de gângster, os de guerra e qualquer outro que tenha o Gael García Bernal no elenco (Ah, Gael...!).
Eu gosto de contar piada. E fazer piada. E de dar risada.
Eu rio de tudo. E de todos. Principalmente de mim.




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Jack e Pingüim

"Acho que o céu que a igreja católica prega, não é nada mais do que o que nós vivemos...
Chegar do ensaio, comer macarrão no almoço e depois ficar tocando violão na varanda..."
Miguel Cordeiro

Eu não lembro o dia exato, mas sei que foi mais ou menos nessa época, há uns 9 anos atrás. Eu era uma garota de 16 anos, um pouco perdida na vida - como a maioria de nós somos aos 16 anos - e muito perdida em Fortaleza, cidade nova que então eu chamava de casa. Não lembro exatamente quando foi o primeiro contato, ou a primeira vez que nos falamos, mas acredito que foi um momento daqueles em que Deus ou sei lá quem ou que disse: "Toma. Pra você, de presente, o melhor amigo que alguém poderia ter!". E eu, que não sou de dizer não, aceitei de bom grado o agrado dos céus.

Ele tinha uma banda, e cantava a música do Jack, que era um cara como outro qualquer. E ele dizia que eu andava parecendo um pingüim. Eu estava de viagem marcada pra São Paulo, e ele me pediu pra levar um All Star pra ele. Eu ainda tenho o bilhete (sim, bilhete!) guardado.

Um dia ele me deu um microfone pra cantar "Anna Júlia" com a banda dele. E foi assim que eu virei backing vocal da Sethplace. Além de ganhar um amigo, ainda ganhei uma banda! Não dava pra ficar melhor que isso!

Mas ficou. E muito. Conversávamos horas no telefone, sobre tudo e mais um pouco. Ele fugia do cursinho, e eu da faculdade, pra comer o macarrão que eu fazia em casa, tocar violão na varanda do meu apartamento, ou até pra simplesmente não fazer nada. Momentos que a gente pensa que são apenas coisa do cotidiano, mas que na verdade são mais que especiais. Muito de quem eu sou e de como eu penso nasceu ali, naquela varanda, ao som do violão dele. São momentos que, embora passados, são eternos.

Dia desses ele disse que eu sou uma das poucas pessoas eternas dentro dele. Eu digo o mesmo. Geograficamente, estamos tão longe um do outro! Mas quem se importa com a geografia? Eu sinto falta do abraço, do sorriso, do violão, da voz, mas do amigo... ah, não! Porque este eu sei que está sempre aqui, mesmo que aqui seja no Japão ou em Timbuktu (e olha que eu nem sei onde é isso).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ins-piração?

À procura de algo inspirador. Anda faltando inspiração na minha vida, e eu não estou entendendo porquê.

Acho que estou introspectiva demais para achar inspiração perdida em qualquer esquina por aí. Embora ainda veja lirismo de sobra nos lugares por onde passo, dos mais belos aos mais fétidos. São Paulo é por si só uma grande inspiração, mas, ainda assim, não me sinto inspirada. Não escrevo qualquer tipo de prosa ou verso, e isso me incomoda.

Aliás, essa minha incessante busca por estar inspirada para algo ou alguma coisa é algo que me cansa. Essa ânsia de vomitar sentimentos em palavras soltas ou desperdiçadas... quando há momentos em que eu simplesmente não sinto nada. Amor, tristeza, felicidade, dor, calor, frio... eu não sinto nada agora. Meu coração, meus poros, meus nervos estão inertes como se estivessem congelados, esperando por um dia de sol forte para derreter.

Parei no caminho. Não pedi informação. E nem vou. Tenho os olhos fixos em algum ponto que nem eu mesma sei qual é. Olhar perdido. Pensamento vazio. Eu sei que não estou perdida. Sei como cheguei aqui, e como vou embora. Mas eu quis parar. Não era cansaço, era vontade de só ficar parada.

Inércia.

Inércia sentimental.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Assunto (ou falta de)

Tá frio hoje, não? Se bem que o sol já vem saindo. Pois é, esse tempo de São Paulo é mesmo doido. Imprevisível. Tem que ter uma bolsa imensa pra carregar casaco, guarda-chuva, e todas as outras coisas que nós mulheres carregamos nas nossas bolsas. E haja coluna! Tomara que hoje não chova, porque se chover, aí já viu... o trânsito pára!

E esse trânsito, gente? Parece que depois dessa história do rodízio dos caminhões deu uma melhorada. Parece, e só. Porque o trânsito não anda! Em horário de pico continua o mesmo caos de sempre: avenidas engarrafadas, carros rodando devagar nas marginais, motoboys "costurando" nos corredores. Dizem que nessa hora a melhor coisa a se fazer é ligar o rádio, ouvir uma música, tentar relaxar, mas como? Impossível, com o buzinaço e as motos passando a milhão, quase arrancando o retrovisor do carro. Sem contar o medo de ser assaltado, porque ficar parado em engarrafamento hoje em dia é dar sopa pro azar. Mas, enfim, antes enfrentar o trânsito de Sampa no conforto de um carro que dentro de um ônibus lotado.

Aliás, haja paciência com ônibus lotado! Fora o fato de estar cheio, o que por si só já é extremamente desagradável, ainda tem gente conversando alto, gente que quer mostrar que tem um super-celular e fica ouvindo música (na maioria das vezes de qualidade duvidosa) sem fone num volume altíssimo, gente com desodorante vencido (ou que nem se lembra da existência dele). Todo mundo apertado, amassado. Sorte de quem conseguiu pegar a condução nos primeiros pontos enquanto ainda tinha lugar pra sentar. E dependendo da linha e da distância, a viagem demora hooooras. Nem os tais corredores de ônibus ajudam, porque em horário de pico os veículos demoram nas paradas, e aí vai se formando uma fila imensa de coletivos. Nesse aspecto, o metrô é bem melhor.

Se bem que o metrô também anda meio capenga. Cada vez mais cheio, desde que fizeram a integração com o bilhete único dos ônibus. Pegar o metrô na Sé, por volta das 6 da tarde, sentido Corinthians-Itaquera é um verdadeiro desafio, não só para os passageiros, mas também às leis da Física, porque é difícil entender como cabe tanta gente num vagão se dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Dizem que quando a linha amarela ficar pronta vai melhorar. Tenho minhas dúvidas, já que as obras terminam lá por 2010. Isto é, se não acontecer mais nenhum acidente. Acho que não vai mudar muita coisa, já que em 2010 o número de passageiros vai ser maior. É preciso investir mais no metrô. É que os candidatos à Prefeitura de São Paulo andam dizendo que vão fazer se forem eleitos. Com exceção do Levi Fidélix, que há anos fala do tal do "aerotrem" na sua campanha.

Aliás, em quem você vai votar esse ano? Kassab, Marta, Geraldo, Soninha, Fidélix...


E vai...


(Em tempos de falta de assunto, restam conversas de elevador, de ponto de ônibus ou sala de espera, que começam no clima e terminam na política...)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Made in China

Na última sexta-feira, 8 de agosto (08/08/08, aliás), foi ao ar para bilhões de telespectadores a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Nestes meus poucos 25 anos de vida, já vi algumas aberturas de Olimpíadas (a primeira de que me lembro é a de Barcelona, em 92), mas nunca havia visto algo como os chineses fizeram. Sentei diante da televisão às 9 da manhã, e só consegui sair de lá muitas horas depois, algo raro ultimamente. Como não ficar embasbacada com o jogo de luzes dos 2008 tambores e a perfeita sincronia de quem os tocava? E como não ficar de queixo caído com o pergaminho no centro da arena? Bailarinos, acrobatas, praticantes de Tai Chi Chuan, todos em perfeita sincronia. Sincronia, aliás, é o termo que, na minha opinião, melhor define a cerimônia apresentada no Ninho do Pássaro.

É possível dizer que a abertura dos Jogos Olímpicos de 2008 foi perfeita, certo?

Errado.

Poucos dias depois, começaram a aparecer na imprensa diversas falhas e "mentirinhas" do Comitê Organizador. A primeira delas, e acho que mais leve de todas, foi a revelação de que as "pegadas" de fogos de artifício que levavam ao Ninho do Pássaro foram feitas meses antes em computador, devido a dois fatores: um possível mau tempo poderia prejudicar a imagem e, além disso, seria arriscado que um helicóptero voasse tão próximo dos fogos.

Algum tempo depois, surge na internet a imagem da "tela azul da morte", que se trata de uma tela do Windows XP que indica que o computador terá que ser reiniciado. A tela apareceu nos últimos instantes da festa, quando o ginasta chinês Li Ning, suspenso a 70 metros do solo, se aproximava da Pira Olímpica (momento emocionante, aliás). A imagem foi inicialmente divulgada por blogueiros.


A "Tela Azul da Morte" no telão do Ninho do Pássaro

A grande bomba veio com a notícia de que a linda garotinha que cantou "Ode à Pátria" estava, na verdade, apenas dublando. A verdadeira cantora, Yang Peyi, deu lugar à chinesinha Lin Miaoke. A primeira é uma criança gordinha e de dentinhos tortos, enquanto a segunda é dona de uma impecável beleza infantil. Chen Quigang, diretor musical do evento, declarou o seguinte: "Queríamos passar uma imagem perfeita e pensamos no que seria melhor para a nação. Era uma questão de interesse nacional. A criança que apareceria diante das câmeras tinha que ser expressiva".

Yang Peyi e Lin Miaoke: "Queríamos passar uma imagem perfeita"


Diante dos fatos citados acima, muitos já começaram a criticar a China, país em relação ao qual uma grande massa de pessoas têm algumas ressalvas ligadas à política. É melhor não misturar as estações: uma coisa não está necessariamente ligada à outra, exceto no caso das duas meninas, onde mostrar a imagem perfeita de uma criança expressiva é altamente interessante à política do país.

A verdade é que não precisava ser nenhum gênio pra perceber no momento em que as imagens estavam sendo exibidas que se tratava de imagens feitas por computadores. Vemos efeitos especiais o tempo inteiro, em filmes, propagandas, novelas, mas na abetura das Olimpíadas não pode? Absurdo! Que país preferiria "queimar seu filme" exbindo imagens de má qualidade devido ao tempo ruim ou correndo o risco de estragar a festa com a queda de um helicóptero? Acho pouco provável que alguém em sã consciência concordasse com algo deste tipo.


Quanto à "tela azul da morte", só quem viu foi realmente quem estava no Ninho do Pássaro. Não entendo a atitude de quem está divulgando a notícia. Por que tentar ofuscar um momento que foi "de arrepiar"? E que diferença faz saber que a organização da festa optou por Windows XP ao invés de Windows Vista? Eu uso XP, oras!

Sobre o playback da chinesinha, acho triste que o motivo tenha sido pela aparência da verdadeira cantora. Prova que cada vez mais vivemos em uma espécie de ditadura da beleza. Mas, por outro lado, o Criança Esperança inteiro tem playback, e ainda assim, todo mundo assiste, um monte de gente paga ingresso para ver ao vivo, e ninguém fala nada. Além disso, depois do Pro Tools, fica difícil saber quem realmente canta bem hoje em dia.

É uma pena que existam tantas pessoas prestando atenção no que a festa teve de pior, ao invés de ressaltar o que houve de melhor. Para mim, foi a mais linda abertura de Jogos Olímpicos que eu já vi. Durante muitos momentos fiquei boquiaberta com a beleza, a criatividade e a sincronia da festa organizada pelos chineses.

E pior ainda é saber que muitos dos brasileiros que, enquanto você lê este texto, estão fazendo piadinhas a respeito das falhas da cerimônia são os mesmos brasileiros que vaiaram o Presidente Lula durante a cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, demonstrando total falta de educação e bom senso, afinal, por pior que seja nosso Presidente, a política nada tinha a ver com a ocasião. E são também os mesmos que, no Estádio do Maracanã, a cada vez que o presidente da ODEPA, o mexicano Mario Vázques Raña, dizia "Hoy" ("hoje", em espanhol), respondiam "Oooooiiii"!


"Oooooiiiii" nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro



quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quem matou?

Quem começou foi Janete Clair, em 1977, na novela "O Astro". Naquela época, a pergunta que andava na boca do povo - e das personagens - era "Quem matou Salomão Hayala?". A expectativa no país inteiro era tamanha que, três dias após a exibição do último capítulo da novela, quando enfim o assassino foi revelado, Carlos Drummond de Andrade escreveu em sua coluna, no Jornal do Brasil, o seguinte: "Agora que O Astro acabou vamos cuidar da vida, que o Brasil está lá fora esperando."
Daí em diante, surgiu uma grande sucessão de "Quem matou?" nas telenovelas. "Quem matou Odete Roitman?", na novela Vale Tudo, virou até concurso patrocinado por uma indústria alimentícia. "Quem é o assassino?" em A Próxima Vítima, que teve o último capítulo gravado apenas algumas horas antes de ir ao ar. "Quem explodiu o shopping?", em Torre de Babel , novela na qual Sílvio de Abreu deu continuidade à linha de suspense que adotara em A Próxima Vítima. Gilberto Braga também deu continuidade ao suspense em novelas como Força de um Desejo ("Quem matou o Barão Henrique Sobral?"), Celebridade ("Quem matou Lineu Vasconcelos?") e, mais recentemente, Paraíso Tropical ("Quem matou Taís?"). As revelações foram feitas nos últimos capítulos, o que segura e faz crescer a audiência.
Porém, ainda há quem goste de ousar no campo das telenovelas. Um ótimo exemplo é João Emanuel Carneiro. Foi ele quem escreceu Da Cor do Pecado, primeira telenovela com uma protagonista negra (interpretada por Taís Araújo), e também Cobras & Lagartos, fazendo o anti-herói Foguinho (interpretado brilhantemente por Lázaro Ramos) cair no gosto do público.
Carneiro é também o autor de A Favorita, atual novela das 8 da Rede Globo. A Favorita já começou diferente da maioria dos folhetins: não tinha mocinhos ou vilões definidos. Ou, melhor dizendo, mocinha e vilã. Em quem acreditar? Flora ou Donatela?
O autor soube bem como confundir a cabeça dos espectadores. Patrícia Pillar empresta seus olhos claros, seus cachinhos dourados e sua carinha de anjo para Flora, um nome, digamos assim, meigo. Cláudia Raia, por sua vez, interpreta a exuberante Donatela, que gosta de jóias, roupas finas e dinheiro. Não estava claro qual das duas poderia ser de fato a grande vilã da trama.
Qual das duas seria a verdadeira assassina de Marcelo Fontini? Muitas pistas apontavam para Donatela, afinal, foi ela quem se beneficiou com a morte do herdeiro. Surgiram também outros suspeitos: Silveirinha (Ary Fontoura), Gonçalo (Mauro Mendonça), Dodi (Murilo Benício)... aos poucos, a novela foi ganhando mais espaço entre os espectadores, e a discussão sobre quem matou Marcelo virou assunto em muitas conversas por aí.
Em uma atitude ousada, João Emanuel Carneiro decidiu não segurar o suspense até o final da novela e, aos 2 meses de exibição, descobrimos que a verdadeira assassina é Flora. A revelação foi feita na última terça-feira, 05, em um capítulo brilhantemente escrito e dirigido.
Palmas para João Emanuel, que tem se mostrado um autor melhor a cada trabalho, com talento de sobra. Palmas para Ricardo Waddington, que mais uma vez está dirigindo muito bem uma novela, sem a ambição de fazer dela algo "cinematográfico". E palmas para a Rede Globo, que, apesar da preocupação com a audiência, desta vez se permitiu ousar, exibindo um produto de qualidade pautado não só pelo gosto popularesco, mas também pela inteligência.